sábado, 31 de maio de 2014

Imperfeições

No mundo das formigas é tudo tão mais fácil.
Tudo tão organizado, perfeito.. cada uma possui uma função bem definida dentro da colônia. Algumas são responsáveis pela segurança, outras pela alimentação e apesar dos formigueiros serem uma estrutura muito complexa, não há dficuldade na definição de papel x responsabilidade.
Mas aqui no mundo humano não é tão simples assim.
E pra falar a verdade, que bom que não é.
Todos querem tudo no trilho apenas para ter a sensação de assertividade, mas isso só gera uma grande zona de conforto.
Agora eu fico imaginando como seria minha vida se tudo fosse perfeito.
E eu te digo que seria um saco!
As pessoas precisam entender que só vamos estar aqui nesse mundo, quem sabe se muito nos cuidarmos, uns 90 anos. Dado ao fato que estamos falando de um tempo absurdamente curto, porque viver querendo tudo igual e do mesmo jeito todos os dias?
Saia da sua zona de conforto.  Lá no seu trabalho, nos seus estudos ou nas suas amizades... Esteja mais disponível para tentar coisas novas e se disponha a estudar coisas novas. Não seja tão certo das suas opiniões, aprenda a escutar e principalmente observe a energia ao seu redor e se for boa, tente pegar para você! E para isso você só tem que estar atento.
Não queira perfeições.
Eu não quero.

By Fabíola Sant´Ana

domingo, 18 de maio de 2014

Atuações

Não é nada demais.
Só quebrou um pedaço. Parte dos riscos...
Não são idéias emendadas ou coladas ou copiadas.
São suas idéias, sua criatividade.
Você pode até achar que está por cima.
Mas e daí? Todos ficam por cima um dia.
E dependendo do momento pode até nem ser o auge.
Não deixe por aí o que você tem de melhor.
Sua criatividade precisa continuar pulsante.
E é por ela ou por ele que deve fazer isso.
O que há de mal em ser alguém para outro alguém?
Atuações merecem bons atores.
Atuações são mentiras, às vezes sim. 
Atuando ou não, não importa.
São suas idéias, é sua vontade.
Se faz parte de você, então está valendo.
Se deixe ir ... 
Todos... 
Sejam...
Completem como achar melhor!

By Fabíola Sant´Ana







terça-feira, 22 de abril de 2014

Rudimentar demais

Todo prazer é extremamente egoísta.
Não há gozo sem solidão.
Não há mal em falar isso, pois é a verdade.
Para quê polidez num assunto tão humano?
Não é assunto machista.
Fico possessa em pensar em não poder discutir reações químicas tão normais.
Tá bom, eu sei que o amor existe, pois eu também amo.
Mas quando falo de prazer estou falando de outro ponto.
Crucial demais para ser expressado, maduro demais para alguns seres.
E para simplificar, porque tudo que é complicado é chato, estou falando que egoísmo nem sempre é um pecado.
Porque é estranho não ser estranho. Porque é simples. 
E simples significa rudimentar. 
Rudimentar é primitivo.
Primitivo significa não ter desenvolvido.
E aí pergunto, pra quê perfeição naquilo que palavras não tem valor?

By Fabíola Sant´Ana

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A flor da pele sem rimas

A flor da pele está. Nunca nega quem és.
Piadas não divertem... todos fingem graça.
Se a pele arrepia, nada mais sente.
O prazer intangível, a busca interminável e o sorriso.
O momento entranhado no cheiro.
A força de um pensamento capaz de alterar metabolismos.
Não enxerga nada, então semicerra os olhos para ouvir.
Mas são tantos discursos dissolvidos em silêncio.
Poucas coisas são tão boas do que as que antecedem o som do nada.
Porque o nada e o desejo combinam mais que tudo.
E sempre estamos demasiadamente afundados em nossa natureza, evitando qualquer indício de verdade, qualquer motivo de vaidade e se entregando a toda possibilidade.
E antes que rimas perpetuem, ligue a luz, saia e feche a porta.

By Fabíola Sant´Ana

sábado, 1 de março de 2014

Como uma Gaivota



Ultimamente tenho me conectado muito com tudo ao meu redor. 
Não quero deixar escapar nada.

Outro dia em pleno trânsito caótico do Rio de Janeiro com carro praticamente parado resolvi olhar para o céu em busca de paz e não é que encontrei. Comecei a observar as gaivotas e seus vôos maravilhosos. Acho que eu nunca tinha reparado o quanto era bonito, mágico e perfeito. Um verdadeiro balé com sincronias que me fizeram até escutar música que não tocava.
Lembrei imediatamente de um livro que li ainda na minha adolescência, Fernão Capelo Gaivota. E lembrei que neste livro tinham muitos ensinamentos para a nossa vida a partir da vida de Fernão, uma gaivota que queria alçar vôos bem mais altos.
Talvez eu devesse ler esse livro novamente.
 
Mas voltando a minha observação, fiquei realmente hipnotizada e quando os carros começaram a andar, juro que fiquei chateada pois não queria tirar os olhos do céu.
Porém precisava voltar a dirigir, mas a experiência que tive naquela manhã ainda guardo comigo. O que vi em cinco minutos foi um trabalho perfeito de equipe, mesmo grupos de duas ou mais gaivotas, todas tinham seu papel tão definido da dança ( para mim era uma dança!) que nada dava errado. Existia tanta tranquilidade na execução. 

Nesse momento tinham tantos grupos de gaivotas no céu, que até hoje me pergunto se só eu enxerguei isso, se a experiência foi só minha.
Tentei explicar ao meu marido isso tudo e mostrar a ele, mas não se repetiu.

O que eu tirei disso tudo? Se você não for reativo, coisas mágicas acontecem.

By Fabíola Sant´Ana

sábado, 23 de novembro de 2013

Aumente o Volume

Escutar a voz do coração é quase igual como ouvir críticas de alguém, quase nunca somos capazes de levar isso tão bem. 
Deve ser porquê é dificil de aceitar.
Já escutei um milhão de vezes a frase que diz: "Onde estiver seu coração é onde está sua felicidade."
Mas isso não tem nada de simples.
É difícil mesmo assumir e arriscar. E não dá para se sentir pior do que qualquer um por causa disso. Olhe ao seu redor, você vai contar nos dedos de uma mão quantas pessoas de fato você conhece que se escutaram e que foram em frente.
Estamos muito presos a tantas coisas, que desligamos o ouvido interno e vivemos mesmo achando que está tudo bem.
Mas para quem conseguiu se ouvir, uma dica é: Aumente o Volume!

By Fabiola Sant´Ana



sexta-feira, 26 de julho de 2013

E é voltando que eu recomeço

Será que eu devo voltar?
Eu li um texto que me fez refletir sobre isso.
Tenho 33 anos e uma vida boa.
Mas tudo o que eu penso é o quanto eu vivo correndo sem tempo.
Transformo os finais de semana em eternas segundas sempre trazendo trabalho para casa.
Parece uma droga ao qual me viciei, que no fundo me dá prazer.

Quando fecho os olhos e me imagino daqui a alguns anos, é tudo tão diferente.
E a minha angústia é que não sei como fazer para chegar lá.
Será que falta um pouco de coragem?
Eu acho que sim.
Eu sou muito pé no chão é isso tem seus prós e contras.
Não sei as pessoas, mas eu por muitas vezes paro e olho para o infinito, daí penso: Será que estou fazendo a coisa certa?
Ainda bem que me questiono.
Isso ajuda a escrever esse texto, por exemplo. Ajuda a ter conversas sobre o futuro com meu marido, faz com que eu não me sinta um ativo fixo desse mundo corportaivo que vivo.
Uma vez ouvi que "Ninguém vai lutar por você, a não ser você mesmo".
Isso é fato!
O meu futuro está comigo. Tenho que desdobrar isso tudo levando para onde acredito que será o meu melhor cenário.
E aí respondendo a pergunta inicial do post, sim devo voltar.
Voltar a chegar em casa mais cedo, voltar a acordar um pouco mais tarde, voltar a brincar com meu filho, voltar a de fato relaxar nos finais de semana, voltar a estudar, voltar e reiniciar sempre!

By Fabíola Sant´Ana

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