Faz tempo que não te encontro.
Deixei você em branco.
Descanso das férias. Descanso de tudo.
Voltei ainda meio na preguiça e pensando se ainda te quero.
Mas como posso desperdiçar a unica ponte que tenho com o intangível.
Não.. ainda não vai ser desta vez.
Prometo que em 2011 estaremos mais juntos do que nunca.
Indo de uma loucura insana a uma meditação implícita em 365 dias.
Como diz uma amiga minha: OREMOS!!!
By Fabíola Sant´Ana
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Só traça
Só rasgos e buracos.
Tanta traça comendo nos cantos.
O barulho não suaviza mais meus ouvidos.
Abro caminho através das folhagens, mas a névoa é tão grande.
Me esforço, quase fecho os olhos e não avisto um palmo à frente.
A inquietude deslocou a paz para qualquer canto.
Tanta bagunça para ajeitar.
Difícil saber por onde começar.
É melhor calçar algo e pisar firme e forte. Nada de andar na pontinha dos dedos, cortando caminho e inventando motivos.
By Fabíola Sant`Ana
Tanta traça comendo nos cantos.
O barulho não suaviza mais meus ouvidos.
Abro caminho através das folhagens, mas a névoa é tão grande.
Me esforço, quase fecho os olhos e não avisto um palmo à frente.
A inquietude deslocou a paz para qualquer canto.
Tanta bagunça para ajeitar.
Difícil saber por onde começar.
É melhor calçar algo e pisar firme e forte. Nada de andar na pontinha dos dedos, cortando caminho e inventando motivos.
By Fabíola Sant`Ana
domingo, 10 de outubro de 2010
Chega!
Já foi o tempo de rir sem preocupação.
Tempo bom onde nada fazia sentido e tudo era divertido.
Eram tempos de correr por aí esquecendo da hora;
engolindo o lanche para não perder a brincadeira.
Fingindo não escutar a mãe gritar e sempre esquecendo o relógio em casa.
Que tempo gostoso!
Não tinha computador, nem celular.. os video games já existiam, mas não faziam tanto sucesso.
Bom mesmo era subir em árvore, brincar de polícia e ladrão e fazer trilha no morro aqui de trás.
Montar cabana no gramado e fazer comidinha "roubada" da despensa de casa era tudo!
Eu sei que minha mãe vai ler isso e agora vai descobrir!
Mas vai rir também e vai lembrar da sua infância correndo na beira do açude, subindo nos cajueiros, enterrando seus amigos na areia e inventando as maiores façanhas.
Percebi que não tenho dado uma infância assim ao meu filho.
Tanta tecnologia está cegando as crianças e a gente acaba embarcando nisso, sem perceber. Agora percebi...
Chega!
As coisas vão mudar aqui em casa. Ele vai me agradecer daqui uns 20 anos.
By Fabíola Sant`Ana
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Tempo, Tempo, Tempo....
Completei 31 anos e nada sei.
Nada sei sobre a amizade;
nada sei ainda sobre o amor.
Nada sei sobre a morte;
nada sei sobre criação.
O meu saber é ínfimo.
Queria saber mais. Queria ter tempo para absorver mais.
As minhas reflexões de 31 anos de vida me levam a conclusões vazias.
Não estou dizendo que sou infeliz. Pelo contrário, estou muito feliz.
Mas o que percebo é que ainda sou uma pessoa que aprendeu pouco sobre essa vida aqui.
Cheguei a esta idade rapidamente, mas deixei poucos rastros.
Eu quero mais. Eu preciso fazer mais.
Algum sentido a essa passagem por aqui preciso dar...
Deixar para o meu filho ensinamentos que o ajudarão.
A vida está passando e eu só trabalho.
Quando chega a idade do equilíbrio? Quando poderei desfrutar do tempo?
By Fabíola Sant`Ana
domingo, 19 de setembro de 2010
O tempo gira ao contrário
O tempo gira ao contrário...
Vai de vento em vento
trazendo controvérsias.
Vai de encontro a velhice mas não envelhece.
O encanto do tempo para quem o percebe.
Não tem ditado que dite a tua inversão.
Tempo que gira num clique;
Passa num instante;
Somem os dias;
Ficam as mãos que te tocam e materializam o tempo.
As horas que pulam, os minutos que ninguém percebe.
Tempo ingrato;
Tempo indolor;
Nada sente em ressentir.
Só faz confundir.
Te olho e vejo o tempo girar ao contrário.
Te olho agora.
Vejo que para alguns o tempo é certeiro. Isso precede minha agonia.
E mais certo ainda é estar contigo em tempos tão incertos e incoerentes.
By Fabíola Sant`Ana
Vai de vento em vento
trazendo controvérsias.
Vai de encontro a velhice mas não envelhece.
O encanto do tempo para quem o percebe.
Não tem ditado que dite a tua inversão.
Tempo que gira num clique;
Passa num instante;
Somem os dias;
Ficam as mãos que te tocam e materializam o tempo.
As horas que pulam, os minutos que ninguém percebe.
Tempo ingrato;
Tempo indolor;
Nada sente em ressentir.
Só faz confundir.
Te olho e vejo o tempo girar ao contrário.
Te olho agora.
Vejo que para alguns o tempo é certeiro. Isso precede minha agonia.
E mais certo ainda é estar contigo em tempos tão incertos e incoerentes.
By Fabíola Sant`Ana
domingo, 12 de setembro de 2010
Dentro de uma concha
Ando a viver literalmente cada dia de uma vez.
Mais uma vez fui de perto aberto.
Recebi o que não merecia.
Sofri sem entender.
Me enrosquei até entrar dentro de uma concha.
Me vesti de farrapos e me entreguei aos meus travesseiros.
Não falei. Não gritei. Não evitei.
Me deixei consumir e esforço não fiz.
Me entreguei.
Já passou. Um novo dia chegou.
Mas senti até tudo doer e vergonha não tenho. Nem lamento.
Me relembro apenas, pois o intervalo de tempo suficiente ainda não é para me fazer esquecer.
Só mais alguns dias...
É o que eu preciso.
Mais uma vez fui de perto aberto.
Recebi o que não merecia.
Sofri sem entender.
Me enrosquei até entrar dentro de uma concha.
Me vesti de farrapos e me entreguei aos meus travesseiros.
Não falei. Não gritei. Não evitei.
Me deixei consumir e esforço não fiz.
Me entreguei.
Já passou. Um novo dia chegou.
Mas senti até tudo doer e vergonha não tenho. Nem lamento.
Me relembro apenas, pois o intervalo de tempo suficiente ainda não é para me fazer esquecer.
Só mais alguns dias...
É o que eu preciso.
domingo, 5 de setembro de 2010
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